SLATES, técnicas da Web 2.0 em sites empresariais

O marketing e a publicidade on-line mudaram bastante com o surgimento da Web 2.0. As empresas já não podem simplesmente comunicar, mas devem também aprender a interagir. A publicidade deixou de ser uma via unidireccional, onde a empresa emite uma mensagem que o consumidor recebe. A Internet é feita de pessoas, a publicidade deve agora basear-se no relacionamento entre a empresa e as pessoas, que devem ser encaradas como potenciais clientes.

Andrew McAfee definiu 6 características através do acrónimo SLATES (Search; Links; Authoring; Tags; Extensions; Signals) que podem potenciar empresas neste paradigma da Web 2.0.

Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/SLATES

Logótipos para LEI e LDM

O núcleo de estudantes do Departamento onde estudei organizou, no passado dia 16 de Março, um concurso onde solicitava a criação de dois logótipos para representar os cursos de Licenciatura em Engenharia Informática e Licenciatura em Design e Multimédia. Os logótipos vencedores seriam adoptados como a insígnia oficial dos respectivos cursos nas capas académicas dos estudantes. O prémio para os vencedores era um bilhete geral para a Queima das Fitas 2010.

Enquanto organizava os documentos no meu computador encontrei o trabalho que submeti neste mesmo concurso e que, infelizmente, não saiu vencedor. O júri chegou à conclusão que nenhuma das participações respondia ao pretendido, justificando que os logótipos submetidos seguiam um conceito de “logótipos de marcas” e não de emblemas universitários, pelo que não existiram vencedores.

De seguida encontram-se os dois logótipos com que eu participei.

Licenciatura em Engenharia Informática

Proposta de logótipo para o curso de Licenciatura em Engenharia Informática.

Licenciatura em Design e Multimédia

Proposta de logótipo para o curso de Licenciatura em Design e Multimédia.

Usei apenas a cor azul (#4e7aff) e tentei seguir uma linha minimalista. Procurei utilizar as letras das iniciais dos cursos atribuindo-lhes algum humanismo. Também tentei fazer uma alusão a uma personagem enigmática do mundo dos jogos de computador, o PacMan, de forma a trazer alguma descontracção e divertimento aos logótipos.

Apesar de não ser designer divirto-me bastante ao participar neste género de concursos de logótipos, já participei em diversos desafios deste tipo e continuarei a participar sempre que possível.

Noções sobre Usabilidade no Web design

A Usabilidade pretende estudar a facilidade de utilização e compreensão de uma interface, estando directamente ligada à facilidade que o utilizador tem em alcançar os seus objectivos. O estudo da Usabilidade numa aplicação Web é particularmente importante para tornar o site mais eficiente e produtivo. Este artigo pretende dar algumas noções sobre este assunto.

Componentes de Usabilidade

Jakob Nielsen, considerado pelo jornal The New York Times como “o guru da usabilidade em páginas de Internet”, definiu Usabilidade em cinco componentes diferentes:

Principio de George A. Miller’s

Deve-se seguir o princípio dos 7+-2 que surgiu fruto dos estudos de George A. Miller’s, onde é defendido que os humanos apenas conseguem reter entre 5 a 9 coisas na sua memória de curta duração. Assim, por exemplo deve-se, tipicamente, procurar limitar o número de opções dos menus a 7 opções distintas.

Regra dos 3 cliques

A regra dos 3 cliques defende que os utilizadores deixam de utilizar um site de Internet se com 3 cliques não conseguirem encontrar a informação que procuram. O mecanismo de navegação e estrutura hierárquica dos sites a construir deve ser pensado tendo em conta esta regra. Esta regra pode, contudo, não ser obrigatoriamente cumprida, caso o utilizador saiba onde está em cada momento da sua navegação e tenha uma percepção completa de como o sistema funciona.

Fitt’s Law

Identificada por Paul Fitts em 1954, a Fitt’s Law é um modelo que estuda o tempo para chegar a uma determinada área em função da sua distância e tamanho do alvo. Esta lei defende que, quanto mais distante e mais pequeno o alvo for, mais tempo é necessário a atingir esse alvo. Esta lei faz todo o sentido quando se trabalha com movimentos de rato e quando se pretende chegar do ponto A ao ponto B. De forma a respeitar este modelo, devem-se, por exemplo, usar botões de tamanho relativamente grande e em localizações próximas de onde o utilizador supostamente estará com o rato posicionado.

Simplicidade e facilidade de interacção

Aquando da primeira vez que os utilizadores interagem com um site, normalmente apreciam um design visual pormenorizado e imagens complexas. Contudo, posteriormente a essa visita, eles apenas pretendem utilizar esse site de uma forma rápida e que responda em conformidade com as suas rotinas.

Se uma interface web for de uso difícil, se for confusa, se não transmitir a mensagem chave da aplicação, se não permitir entender o que existe naquela aplicação, se for cansativa e mal organizada, entre outras questões, o visitante não irá continuar a navegar. Relativamente a sites de venda de produtos ou de promoção de empresas, o volume de negócios da empresa pode ser bastante prejudicado caso exista uma fraca Usabilidade.

Design de interfaces

Com os seus estudos ao nível do design de interfaces, Ben Shneiderman propôs um conjunto de princípios que derivam da experiência dos utilizadores e que se podem aplicar à maioria dos sistemas interactivos, podendo também ser aplicados no Web Design.

Testes de Usabilidade

Jakob Nielsen comprovou que o número de problemas de usabilidade encontrados num teste de usabilidade seguia a fórmula: formula_Jakob_Nielsen, onde é o número total de problemas de usabilidade, a percentagem de problemas descobertos por um utilizador de testes e o número de utilizadores de teste. Sabendo que o número tem tipicamente o valor de 31% e traçando o gráfico da função rapidamente se chega à conclusão que 5 é o valor ideal para o número de utilizadores de teste.

Problemas de Usabilidade

Assim, devem ser utilizados apenas 5 utilizadores de teste procurando evitar feedback repetitivo sobre os problemas de usabilidade e procurando manter uma equipa de testes mais coesa.

Existem mais conceitos importantes relativos a este tema, estas são apenas algumas das noções que procuro seguir quando desenvolvo sites para a Internet.

Introdução à tipografia para a Internet

alfabeto

Imagem retirada do site 72dpi.

A tipografia pode ser considerada como uma arte, que tem como principal objectivo esculpir a informação escrita, procurando melhorar a comunicação entre o escritor e o leitor. A tipografia tem, claramente, um papel fundamental na passagem da mensagem pretendida.

As fontes a utilizar

Relativamente à tipografia na Web, não tem interesse ter-se uma grande quantidade de fontes para se utilizarem na construção de um site, uma vez que o número de fontes suportadas, por defeito, nos diferentes sistemas operativos é muito reduzido, sendo posteriormente essas as fontes tipicamente disponíveis aos visitantes das páginas. Esta lista de fontes suportadas em todos os sistemas operativos é vulgarmente conhecida por the safe list. Existem formas de utilizar fontes fora desta lista. Contudo, estes métodos ainda não são suportados por alguns browsers de Internet.

É tipicamente recomendável o uso de uma font stack por forma a manter um design constante em diferentes sistemas operativos e em diferentes browsers.

Comprimento da linha

Para além do tipo de fonte, é também importante o comprimento da linha do texto. Linhas de texto curtas ou demasiado longas podem causar irritação ou um elevado grau de distracção para o leitor. Linhas demasiado curtas apenas devem ser utilizadas para textos muito pequenos, porque para textos grandes forçam o leitor a exageradas mudanças de linha o que acaba por ser um obstáculo à leitura. Relativamente a linhas excessivamente longas, estas tornam difícil a localização da próxima linha a ler, quando o leitor termina de ler a linha anterior. Para os principais conteúdos deverá ser respeitada uma medida entre 40 a 80 caracteres (incluindo espaços) para cada uma das linhas. Idealmente deve-se tentar atingir uma medida na ordem dos 65 caracteres.

Contraste

O contraste do texto é também muito importante para uma correcta leitura do seu conteúdo. Um aspecto importante a evitar é a utilização de cores complementares para as combinações entre o texto e seu respectivo fundo. Cores complementares são as cores que se situam do lado oposto uma da outra nos sistemas de cores. No sistema HSV são facilmente identificadas as cores complementares.

Tamanho da letra

O tamanho é outro aspecto a ter em conta. Existem alguns sites na Internet, inclusivamente já na era da Web 2.0, que insistentemente utilizam fontes muito pequenas em algumas porções de texto ou inclusivamente no texto todo. Se existe texto numa página, então deve-se conseguir ler facilmente o seu conteúdo, sendo que a adopção de fontes de tamanho muito pequeno em nada ajuda à leitura. Por conseguinte, sempre que possível, é aconselhável a utilização de tamanhos de fonte grandes e nunca abaixo dos 11 pixels.

Hierarquia

A hierarquia ao nível da importância de cada pedaço de texto presente numa página é um aspecto de grande influência na mensagem que se pretende passar ao visitante. Os diferentes tamanhos permitem, por um lado, evidenciar os elementos mais importantes numa página e, por outro, possibilitar a visualização de algo muito semelhante a um sumário sobre os assuntos que trata o site. Isto porque mesmo através de um simples piscar de olhos conseguem ser focados os temas e ideias principais de uma forma automaticamente estruturada pelo visitante. É aconselhável que o tamanho seja consistente ao longo de todas as páginas do site para manter alguma uniformização entre o mesmo tipo de componentes.

A localização dos conteúdos

Os visitantes reagem também de forma diferente aos textos conforme a sua localização na página. Tipicamente os textos colocados no corpo principal da página terão um impacto superior aos encontrados numa barra-lateral. Contudo, se pretendermos captar uma maior atenção do leitor para a barra-lateral, poderemos compensar, por exemplo, com um aumento do tamanho da letra nesta mesma barra-lateral. Particularmente neste aspecto da localização, é importante seguir algumas das convenções utilizadas na Internet de modo ao utilizador agir de forma instintiva ao primeiro contacto com a página.

A regra de Gutenberg dá algumas indicações importantes sobre este assunto, é possível ler alguma informação (em Inglês) sobre esta regra no site da NuvoGraphics.

Dar espaço para o texto respirar

O texto deve conseguir respirar e para isso deve ter espaço. Esse espaço permite focalizar a atenção do visitante no próprio texto que acaba por ser o mais importante para transmitir a mensagem. Uma regra seguida por muitos webdesigners é estabelecer, através do CSS, um espaçamento entre linhas de 140% o tamanho do texto.

Estes são alguns dos aspectos que penso serem importantes na âmbito da tipografia na Internet, se tiverem outros que considerem relevantes não hesitem em partilhar.

Dicas simples de fotografia

fotografo

Fotografia de Lewis Dean.

Com este pequeno artigo pretendo partilhar 10 dicas sobre fotografia que aprendi desde que me tornei um curioso nesta área.

1 – Fotografar cedo e fotografar tarde

Ao se fotografar ao nascer do sol e ao pôr-do-sol consegue-se, muitas vezes, uma melhor luz e um jogo de sombras mais interessante nas fotografias. Também se conseguem tonalidades no céu muito mais bonitas.

2 – Não ter receio de fotografar fora da zona de conforto

Normalmente tem-se tendência a fotografar as tradicionais paisagens ou monumentos, devemos procurar ser criativos e olhar para outras situações como retratos ou macros. É também importante experimentar ângulos diferentes relativamente à cena a fotografar, sendo por vezes positivo agachar-se ou subir para um muro.

3 – Escolher um bom “pano de fundo”

Se o elemento principal tiver tonalidades claras é preferível escolher um fundo mais escuro e se for mais escuro tentar escolher um fundo mais claro. A textura do fundo também é um factor importante a ter em conta e sobre o qual se podem conseguir tirar efeitos muito agradáveis.

4 – Procurar minimizar distracções

Ao fotografar um determinado elemento devem-se procurar evitar outros elementos que causam distracções. Pode-se utilizar uma menor profundidade de campo para tornar esses elementos “blurred” de forma a minimizar o seu impacto.

5 – Foco no sítio certo

O elemento em foco numa fotografia é muito importante. Ao nível dos retratos é muitas vezes recomendável focar nos olhos da pessoa e, de certa forma, respeitar o provérbio popular que os olhos são o espelho da alma.

6 – Trocar de lentes correctamente

Se for necessário trocar de lentes no local é recomendável fazê-lo com o buraco da máquina fotográfica voltado para baixo, uma vez que o pó e a sujidade terão, tipicamente, mais dificuldades em se alojar dentro da máquina. Também se deve procurar sempre uma área menos ventosa para realizar este processo.

7 – Usar inteligentemente o flash convencional da máquina

O flash que as máquinas fotográficas trazem pode muitas vezes não ser a solução recomendável a ser utilizada, uma vez que muitas vezes cria artefactos às fotografias e não permite usar as sombras naturais do ambiente a fotografar criando fotografias pouco naturais. Existem formas de reduzir este defeito como colocar uma folha de papel em frente ao flash por forma a difundir mais naturalmente a sua luz.

8 – Planear com antecedência

Caso se vá para as montanhas é recomendável levar uma lente grande angular, se for para uma festa à noite é preferível levar uma lente com bastante abertura e se for para fotografar vida animal uma lente com um bom zoom é normalmente o mais adequado. É também importante verificar se a bateria da máquina está cheia e se o cartão de memória (ou rolo) tem espaço disponível.

9 – Aprender a matéria teórica

Existem alguns fundamentos que são praticamente obrigatórios de conhecer, como por exemplo os conceitos por trás dos modos de “shutter speed” ou “aperture priority” e também uma noção sobre o que é o ISO. De seguida, descrevo alguns conselhos relativamente a estes conceitos. No entanto, podem não ser os mais correctos visto que são apenas fruto da minha experiência pessoal.

Normalmente utilizo o modo de “shutter speed” em situações com pouca luz como, por exemplo, dentro de edifícios e normalmente com tempos algures entre 1/20 e 1/30. Quanto mais estático for o elemento a fotografar mais “lenta” pode ser tirada a fotografia (1/20) se o elemento se encontrar em movimento são aconselháveis valores mais “rápidos” (1/30). Obviamente quanto mais “rápida” for tirada a fotografia menos quantidade de luz entra no sensor, tornando as fotografias mais escuras.

Quanto ao “aperture priority”, uso tipicamente em fotografias de paisagens ou retratos. Em paisagens se for para obter uma profundidade de campo máxima uso valores na ordem dos f/11. Já em retratos é tipicamente aconselhável reduzir a profundidade de campo focando a fotografia na pessoa a fotografar, usando para isso valores na ordem dos f3,5 ou até menos em objectivas que o suportem como f2,0 ou f1,8 (valores tipicamente apenas disponíveis em objectivas sem zoom).

Quanto ao ISO, este diz respeito à qualidade da fotografia, valores de ISOs mais elevados (na ordem dos 800, 1600 ou superiores) apresentam nas máquinas mais convencionais já algum “ruído”, começando a aparecer um certo “grão” nas fotografias deteriorando a qualidade das imagens. Contudo, com estes mesmos valores elevados é possível fotografar em condições de pouca luminosidade e sem recorrer ao uso do Flash. Por exemplo, num concerto nocturno poderá ser necessário utilizar valores na ordem dos 800 relativamente ao ISO, conjugando com o modo de “shutter speed” com um valor a rondar os 1/30.

10 – Não leia só artigos como este

Não se limite a ler artigos como este. O que é mesmo importante é avançar para o terreno e fotografar, pois só assim se adquire experiência e conhecimentos práticos.

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