Os álbuns de música preferidos de 2009

Durante este ano de 2009 consegui ouvir bastante música, segundo o Last.fm foi uma média de 55 músicas por dia o que se significa ter escutado aproximadamente 20000 músicas. Aqui estão apenas contabilizadas as músicas que ouvi a partir do meu computador e do meu iPhone, ouvi ainda mais música em outras situações como na minha aparelhagem, em casa de amigos ou no carro. Ainda assim esta é uma boa amostra para análise do que foi o ano de 2009 para mim enquanto consumidor de música. Em 2010 gostaria de ter um papel mais activo com a música e não ser somente um ouvinte, espero agarrar mais vezes na viola e conseguir evoluir um pouco mais os meus conhecimentos e experiência a esse nível.

Este ano escutei principalmente música indie com uma forte componente acústica. Bonitas vozes femininas também foram uma companhia frequente aquecendo-me o coração em dias mais frios e noites mais solitárias, marcando igualmente este ano. O nu-jazz também foi habitual, assim como o post-rock e a música electrónica.

De seguida encontra-se a lista, ordenada alfabeticamente, com os meus 10 álbuns preferidos que foram lançados neste ano de 2009.

My Brightest Diamond em Coimbra

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Ontem, dia 4 de Dezembro de 2009, teve lugar no Teatro Académico Gil Vicente de Coimbra o concerto do projecto My Brightest Diamond. Esta banda mistura elementos de vários géneros musicais como a ópera, o cabaret, a música de câmara ou o rock. Este cocktail musical dá origem a um som alternativo, indie, folk e até mesmo trip-hop onde a fantástica voz de Shara Worden tem um papel bastante importante.

Relativamente ao concerto em si, este iniciou-se com uma entrada em palco bastante original dos três elementos: Shara Worden, a vocalista/guitarrista, Brian Wolfe, o baterista e Nathan Lithgow, o baixista. Posteriormente surgiu um pequeno inconveniente com o som da guitarra de Shara Worden que permitiu um curto diálogo com o público e que remeteu o espectáculo para um solo de bateria enquanto o problema era resolvido. Este inconveniente criou uma atmosfera mais descontraída entre os artistas e o público e surgiram alguns sorrisos enquanto Shara Worden fazia alguns comentários divertidos sobre o facto de não ter o som que desejava.

Assim que o problema foi resolvido, as músicas foram-se seguindo com um alinhamento bastante interessante onde surgiram músicas tanto do álbum Bring Me the Workhorse assim como do mais recente A Thousand Shark’s Teeth. Gostei particularmente de ver ao vivo as músicas Dragonfly, Disappear, Apples e Golden Star. Também adorei a cover da música Feeling Good da Nina Simone que proporcionou um clima de blues interessante. Existiram alguns momentos de interacção entre a banda e o público, onde Shara Worden introduzia algumas das músicas com a informação da sua fonte de inspiração e noutras acabava por caracterizava o seu cenário envolvente convidando os espectadores a viajar até esse cenário e lá escutarem a sua actuação.

A abrir o encore surgiu a música The Gentlest Gentleman tendo o público inclusivamente acompanhado Shara Worden na música. Foi também interpretada uma cover da música Tainted Love dos Soft Cell com um ritmo altamente dançável. No fim, o publico aplaudiu de pé e estava visivelmente satisfeito com o espectáculo. Eu adorei!

Yellow Bird Project, bandas indie rock e t-shirts

Yellow Bird Project é um projecto que conta com a colaboração de diversas bandas de música indie rock e que tem como objectivo juntar dinheiro para várias obras de beneficência. As bandas contribuem com o desenho de obras de arte originais que são transformadas em t-shirts, sendo estas posteriormente colocadas à venda. Existem t-shirts desenhadas pelos The Shins, The National, Bon Iver, Devendra Banhart, New Pornographers e muitos outros.

Existem algumas t-shirts bastante criativas e é sempre uma forma de apoiar algumas causas importantes. Assim se estás à procura de uma t-shirt visita o Yellow Bird Project.

Capas de álbuns de música no século XXI

Penso que as capas dos álbuns de música têm um papel importante relativamente à mensagem que os artistas pretendem transmitir com o seu trabalho. Contudo com a cada vez maior utilização do formato mp3 as capas dos álbuns têm perdido alguma relevância no universo musical. Este facto é de lamentar uma vez que para além de complementarem o trabalho dos artistas essas capas também têm uma forte componente artística que deveria ser para sempre assegurada.

Percorri toda a minha colecção musical e escolhi 20 exemplos de álbuns onde procuro demonstrar como as suas capas podem ser boas manifestações de criatividade e arte. Resolvi restringir a minha escolha apenas a álbuns editados no século XXI na tentativa de dar a conhecer algumas das capas mais recentes e às quais possivelmente não terá sido dada a merecida atenção.

De seguida mostro as imagens dessas capas ordenadas pela data de lançamento do respectivo álbum.

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