Os álbuns de música preferidos de 2009
Durante este ano de 2009 consegui ouvir bastante música, segundo o Last.fm foi uma média de 55 músicas por dia o que se significa ter escutado aproximadamente 20000 músicas. Aqui estão apenas contabilizadas as músicas que ouvi a partir do meu computador e do meu iPhone, ouvi ainda mais música em outras situações como na minha aparelhagem, em casa de amigos ou no carro. Ainda assim esta é uma boa amostra para análise do que foi o ano de 2009 para mim enquanto consumidor de música. Em 2010 gostaria de ter um papel mais activo com a música e não ser somente um ouvinte, espero agarrar mais vezes na viola e conseguir evoluir um pouco mais os meus conhecimentos e experiência a esse nível.
Este ano escutei principalmente música indie com uma forte componente acústica. Bonitas vozes femininas também foram uma companhia frequente aquecendo-me o coração em dias mais frios e noites mais solitárias, marcando igualmente este ano. O nu-jazz também foi habitual, assim como o post-rock e a música electrónica.
De seguida encontra-se a lista, ordenada alfabeticamente, com os meus 10 álbuns preferidos que foram lançados neste ano de 2009.
- Air – Love 2
- Bill Callahan – Sometimes I Wish We Were an Eagle
- Camera Obscura – My Maudlin Career
- Kings of Convenience – Declaration Of Dependence
- Nouvelle Vague – 3
- Parov Stelar – That Swing
- Placebo – Battle for the Sun
- Röyksopp – Junior
- The Prodigy – Invaders Must Die
- The Whitest Boy Alive – Rules
Optimização de websites ao nível do front-end
Uma interacção eficaz entre o utilizador e um determinado website está dependente de aspectos gráficos ao nível do design e usabilidade das páginas mas também fortemente condicionada pelo facto do website conseguir responder rapidamente às acções do utilizador. É sobre este último aspecto da melhoria do tempo de resposta de aplicações de Internet que este artigo se debruça.
A maior parte das optimizações normalmente efectuadas a websites é feita nos processos de geração do documento HTML, traduzindo-se maioritariamente por ajustes e melhorias ao nível de servidores web e sistemas de gestão de bases de dados. Contudo é de realçar que as optimizações a esse nível apenas vão incidir em cerca de 20% do tempo total de resposta do documento até que este chegue ao utilizador. É pois facilmente compreensível que é de extrema importância optimizar os outros 80% do tempo de resposta, é aqui que surge o conceito de front-end optimization associado a páginas de Internet. Neste artigo estão descritas 20 boas práticas que devem ser tidas em conta de forma a efectuar-se correctamente este tipo de optimizações.
Esta lista não tem a pretensão de enumerar todas as boas práticas que devem ser seguidas no desenvolvimento de um site de Internet, pretende apenas chamar a atenção para algumas delas cabendo ao leitor deste documento ter a devida precaução quanto a outros aspectos que poderão eventualmente ser relevantes. As primeiras 14 boas práticas foram retiradas do livro do Steve Souders com o título de High Performance Web Sites.
Cópia e protecção de USB Pen Drives

Uma empresa Portuguesa criou uma família de aplicações, designada de uDo, que facilita o processo de copiar e proteger USB Flash Drives, as vulgarmente conhecidas como USB Pen Drives. Actualmente esta família é composta por 3 aplicações.
Uma dessas aplicações é a uDo Personal, é completamente gratuita e permite ajudar a automatizar o processo de copiar múltiplas USB Pen Drives. Infelizmente só permite copiar 2 USB Pen em simultâneo.
A uDo Professional já permite copiar até 8 USB Pen Drives simultaneamente (que me parece mais que suficiente, além disso o meu computador só tem 4 portas USB). Esta versão tem dois tipos de licenças, uma que permite usar a aplicação por um período de 1 mês e outra licença que permite usar a aplicação por um período de 1 ano. Pode ser uma ferramenta bastante útil para quem pretende distribuir várias USB Pen Drives numa conferência, numa campanha promocional ou para quem tem a necessidade de copiar várias Pen Drives com bastante frequência. Esta aplicação é uma óptima alternativa às máquinas físicas de cópia de Pen Drives que têm preços que se tornam proibitivos para um utilizador a título individual e até para pequenas e médias empresas.
A terceira aplicação designada de uDo Enterprise permite, para além de copiar um número infinito de Pen Drives simultaneamente (o único limite é o número de portas USB), proteger ficheiros executáveis de forma a que eles só possam ser executados dentro da Pen Drive onde foram colocados. Penso que a uDo Enterprise Edition é um excelente complemento a pequenas e médias empresas de desenvolvimento de software que pretendam proteger os seus programas de forma a que eles apenas corram dentro das suas USB Pen Drives. É um novo meio de distribuição de software.
Mais informações podem ser consultadas em: www.usbprotection.net.
My Brightest Diamond em Coimbra

Ontem, dia 4 de Dezembro de 2009, teve lugar no Teatro Académico Gil Vicente de Coimbra o concerto do projecto My Brightest Diamond. Esta banda mistura elementos de vários géneros musicais como a ópera, o cabaret, a música de câmara ou o rock. Este cocktail musical dá origem a um som alternativo, indie, folk e até mesmo trip-hop onde a fantástica voz de Shara Worden tem um papel bastante importante.
Relativamente ao concerto em si, este iniciou-se com uma entrada em palco bastante original dos três elementos: Shara Worden, a vocalista/guitarrista, Brian Wolfe, o baterista e Nathan Lithgow, o baixista. Posteriormente surgiu um pequeno inconveniente com o som da guitarra de Shara Worden que permitiu um curto diálogo com o público e que remeteu o espectáculo para um solo de bateria enquanto o problema era resolvido. Este inconveniente criou uma atmosfera mais descontraída entre os artistas e o público e surgiram alguns sorrisos enquanto Shara Worden fazia alguns comentários divertidos sobre o facto de não ter o som que desejava.
Assim que o problema foi resolvido, as músicas foram-se seguindo com um alinhamento bastante interessante onde surgiram músicas tanto do álbum Bring Me the Workhorse assim como do mais recente A Thousand Shark’s Teeth. Gostei particularmente de ver ao vivo as músicas Dragonfly, Disappear, Apples e Golden Star. Também adorei a cover da música Feeling Good da Nina Simone que proporcionou um clima de blues interessante. Existiram alguns momentos de interacção entre a banda e o público, onde Shara Worden introduzia algumas das músicas com a informação da sua fonte de inspiração e noutras acabava por caracterizava o seu cenário envolvente convidando os espectadores a viajar até esse cenário e lá escutarem a sua actuação.
A abrir o encore surgiu a música The Gentlest Gentleman tendo o público inclusivamente acompanhado Shara Worden na música. Foi também interpretada uma cover da música Tainted Love dos Soft Cell com um ritmo altamente dançável. No fim, o publico aplaudiu de pé e estava visivelmente satisfeito com o espectáculo. Eu adorei!
Comunicação através da Internet na era Web 2.0
Já no século IV a.C. Aristóteles afirmava que “O Homem é um animal social”, passados cerca de 2300 anos a realidade permanece e o Homem continua a ser naturalmente carente, necessitando de comunicar com outras pessoas para alcançar a sua plenitude. Contudo, e apesar desta necessidade permanecer inalterada, a Internet, e especialmente a forte adopção das ideias da Web 2.0, veio alterar drasticamente a forma de comunicação entre as pessoas.
O meio de comunicação agora usado com frequência é a Internet, permitindo o contacto quase instantâneo com qualquer pessoa no mundo. Criam-se por vezes redes bastante complexas e ampliadas, através de serviços como o Twitter ou o Facebook, que definem a nossa actividade social na Internet. Ainda assim, continuam a existir alguns núcleos bem definidos onde estão os nossos contactos mais próximos e outros que inclusivamente já conhecemos pessoalmente. Quanto a mim, o maior potencial das aplicações sociais da Web 2.0 é a facilidade com que estes núcleos rapidamente se interligam entre si e também a comodidade com que podemos saltar entre estes conjuntos diferentes de pessoas assumindo rapidamente contextos e papéis diferentes. Desta forma, é assim possível chegar mais comodamente e mais rapidamente a um maior número de pessoas.
No entanto, toda esta facilidade tem um inconveniente que é a falta de um convívio mais natural e transparente entre as pessoas. A Internet ainda não permite um nível de imersão suficiente que possibilite com que as pessoas se relacionem mais espontaneamente e a um nível mais íntimo. Nas interacções com as pessoas que não conhecemos pessoalmente, a Internet desempenha um papel maioritariamente com objectivos profissionais ou ao nível de troca de informações de carácter mais impessoal.
Imagem da autoria de Ji Lee’s, clicar aqui para ampliar.
Ainda assim e apesar de estar normalmente associado um nível mais baixo de intimidade a serviços como o Twitter (e até o Facebook) estes podem claramente ter um papel importante num primeiro contacto entre as pessoas. Como referi podem ser excelentes formas de conhecer mais pessoas e também pessoas fora do nosso núcleo habitual do quotidiano, com as quais posteriormente se poderá construir gradualmente algumas amizades.
Não é viável, nem saudável, que a Internet seja o meio exclusivo de comunicação entre as pessoas, mas caso se consiga tirar partido o máximo partido das suas vantagens e atenuar os seus maiores defeitos penso que será cada vez mais um instrumento de união entre todos nós.
